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terça-feira, 21 de julho de 2020

Produção mundial de alimentos terá de ser ampliada em 80% até 2050, diz a FAO em Fórum da Abag

Produção mundial de alimentos terá de ser ampliada em 80% até 2050, diz a FAO em Fórum da Abag

Esse aumento deverá ocorrer com forte participação da agricultura brasileira e exigirá uma verdadeira revolução tecnológica
A agricultura mundial terá de ampliar em 80% a produção de alimentos até 2050 para atender as necessidades de uma população, cujas projeções apontam para 9,7 bilhões de pessoas. A conclusão é do mais recente relatório feito pela OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico em parceria com a FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura, cujas conclusões foram detalhadas pelo representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, durante o Fórum Abag-Estadão promovido pela Abag – Associação Brasileira do Agronegócio, que teve como foco o tema “Alimentos” e foi coordenado pelo presidente da Abia – Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação, Edmundo Klotz.
“O desafio colocado, especialmente para a agricultura brasileira, será conseguir ampliar a produção com ganhos de produtividade, com sustentabilidade ambiental e redução da pobreza e da desigualdade”, afirmou Bojanic. Para atender esse expressivo crescimento na demanda mundial por alimentos, Rodrigo Santos, presidente da Monsanto do Brasil, que também participou do evento, avaliou que o agronegócio brasileiro passará por uma nova revolução, com o uso de inovações na área de tecnologia de informação e comunicação (TIC). “Elevar em 80% a produção de alimentos, de maneira integrada, sustentável e com altíssima qualidade, é um grande desafio. E a maior parte desse crescimento (95%) virá com o aumento de produtividade nos 9% da área utilizada pelo setor e somente 5% será advindo de novas áreas agricultáveis”, explicou. O Brasil possui 64% de território destinado a florestas de reserva permanente.
Em sua apresentação, Santos detalhou que essa revolução virá especialmente do Big Data, que contribuirá para elevar a produtividade da área plantada, com confiabilidade e rastreabilidade. “Quando opta por plantar soja, o produtor precisa tomar entre 40 e 50 decisões, que vão desde a escolha do tipo de semente, a adubação, o uso de defensivos até a época de colheita, a escolha de equipamentos, o armazenamento, transporte e comercialização. A tecnologia permite utilizar algoritmos e redes neurais para trazer a ele a melhor escolha para cada uma das questões que ele precisa lidar”, exemplificou.
O Big Data possibilita analisar as áreas dos talhões de cultivo para entender suas características e fornecer informações relevantes para o produtor rural sobre a produtividade do todo e de cada uma delas de forma separada. Assim, pode-se calcular a quantidade de adubos, de defensivos, e os tipos de sementes, por exemplo, para serem utilizadas em cada local. “Aproveitamos a particularidade de cada metro quadrado de um talhão para maximizar a produção”, destacou Santos, que acrescentou que já existem equipamentos e implementos agrícolas capazes de realizar esse tipo de operação.
O Brasil, que já vem assumindo uma posição de protagonismo na produção de alimentos no mundo, sendo a segundo maior em volume, é reconhecido como uma vitrine em termos de aplicação de inovações tecnológicas e novas soluções sustentáveis e produtivas. “Temos essa vantagem competitiva em adotar de forma rápida e eficaz a tecnologia. Um exemplo foi o crescimento de 240% de produção nos últimos 20 anos. E a revolução por meio do Big Data levará o país a manter essa posição nos próximos 20 e 30 anos”, analisou o presidente da Monsanto Brasil.
Na avaliação de Bojanic, outros fatores tendem a ajudar na ampliação da produção agrícola brasileira. “Os preços das principais commodities devem manter uma tendência de queda; a renda da população mundial deve continuar crescendo; os mercados da Ásia e também os da África continuarão em expansão; haverá forte demanda pela produção de biocombustíveis; e a depreciação da taxa de câmbio será uma constante”, comentou.
Visão do consumidor
O Fórum Abag Estadão – Alimentos também mostrou a importância de estar atento ao ponto de vista do consumidor, que está cada vez mais interessado em conhecer a procedência do alimento, as informações sobre plantio, práticas adotadas, processamento, armazenamento, embalagem, entre outros. “Houve uma mudança no comportamento do consumidor. A tecnologia está viabilizando uma grande melhora de sua experiência, contribuindo para uma transformação na forma como ele compra o alimento”, disse. “Em supermercados, você pode ver que o consumidor está fazendo fotos dos QR codes para obter informações sobre a origem do produto. Em algumas carnes, ainda é possível conhecer informações sobre o abatedouro, a criação, a raça do gado, entre outros. Assim, a rastreabilidade torna-se um ponto importante para as empresas do segmento”, complementou Sergio Alexandre, sócio da PwC.
O executivo ressaltou o papel das redes sociais para resolver problemas, perceber tendências e ter uma maior aproximação com o consumidor. Outro ponto abordado foi a questão de visão fim a fim do consumidor para que ele tenha a clareza e o conhecimento da origem do produto e de todo o processo até sua chegada nas prateleiras dos mercados. “Hoje, o consumidor está olhando para o futuro e para as tecnologias, mas ele está presente, esperando ajudar e contribuir para obter produtos melhores”, enfatizou.
Para o diretor geral do Ital – Instituto de Tecnologia de Alimentos, Luis Madi, os vários estudos desenvolvidos pelo instituto, que avaliam o comportamento do consumidor, revelam que a indústria de alimentos precisa ficar atenta e se comunicar melhor. “As marcas e os produtos precisam refletir os novos valores do consumidor. Ele quer ser melhor informado sobre os alimentos que consome e ter respostas mais rápidas”, afirmou o palestrante.
Outro ponto destacado pelo diretor geral do Ital foi a necessidade da agroindústria brasileira trabalhar no sentido de agregar maior valor aos produtos alimentícios. Na avaliação de Madi, o setor também precisa atuar no sentido de reconquistar a confiança do consumidor. Segundo ele, uma recente pesquisa feita nos Estados Unidos, apenas 7% dos consumidores americanos confiam nas informações fornecidas pela indústria alimentícia na hora de escolher um novo produto. “Acreditamos que a situação de desconfiança não seja diferente no Brasil, onde o consumidor prefere confiar mais numa indicação feita pelos amigos ou parentes para escolher um novo produto”, finalizou.
Fonte:ABAG




Fernando Gustavo dos Santos
Engenheiro Agrônomo
+595984146340 

domingo, 4 de agosto de 2019

Soja: fotoperíodo e fotossensibilidade

Soja: fotoperíodo e fotossensibilidade

Postado: Fernando Santos 04/08/19

Como a duração da radiação determina o florescimento da cultura?

luz influencia as culturas de diversas maneiras. No caso da soja, essa influência vai além da fotossíntese, afetando o florescimento da cultura. As plantas dessa espécie são classificadas como de dia-curto, isto é, seu florescimento ocorre abaixo de um valor chamado de fotoperíodo crítico. Outro ponto crucial é o chamado período juvenil, o qual é a fase de pré-indução/insensibilidade da espécie ao fotoperíodo.

Vejamos o que significa cada um desses pontos.

1.Fotoperíodo: é a variável climática a qual identifica o período de luminosidade solar na Terra, ou seja, o período que vai do amanhecer ao pôr do sol. Tal valor é maior para as maiores latitudes no verão e menor no inverno para as mesmas. Também, para uma região de latitude maior que zero, o fotoperíodo apresenta um valor máximo no dia 21/12 (início do verão) e mínimo no dia 21/06 (início do inverno). Assim, observa-se que quanto mais ao norte do Brasil, menor o valor de fotoperíodo alcançado durante a época de cultivo da soja; e quanto mais atrasada a semeadura, menor o valor do fotoperíodo.

2.Fotoperíodo crítico: Para entender a função ecofisiológica do fotoperíodo crítico, utilizemos a seguinte situação hipotética: para cultivares com a mesma duração da fase de pré-indução floral, a variedade com maior fotoperíodo crítico será classificada como a de menor grupo de maturação relativa, e consequentemente será indicado para regiões de maiores latitudes (mais ao sul do Brasil, ex.: Passo Fundo-RS) e semeaduras mais antecipadas dentro do zoneamento agroclimático. Assim, o maior fotoperíodo das regiões de maiores latitudes atenderá a fotossensibilidade de cultivares de maior fotoperíodo crítico. Agora, caso este mesmo cultivar fosse semeado em menores latitudes (ex.: Sinop-MT) que apresentam menor fotoperíodo durante a safra de soja, o resultado seria um florescimento precoce, o que resultaria em menor número de nós, menor porte de planta, menor inserção de primeira vagem, menor número de vagens.m-2, e consequentemente, menor produtividade.

3.Período juvenil: Jutamente com o fotoperíodo crítico, a duração da fase juvenil (pré-indução/insensibilidade floral) também determina o florescimento da cultura. Para entendermos o funcionamento dessa caractetística, utilizemos novamente uma situação hipotética com dois cultivares de mesmo valor de fotoperíodo crítico, sendo um deles com período juvenil curto e outro longo. Caso semeados em local ou época onde ocorra fotoperíodo abaixo do crítico desde o início do ciclo da cultura, o cultivar com período juvenil curto irá florescer antes daquele com período juvenil longo, uma vez que o primeiro apresentará apenas poucos dias de pré-indução/insensibilidade. Como consequência, o primeiro cultivar irá apresentar menor estatura do que o segundo cultivar, podendo tal situação ser manejada pelo ajuste da população de plantas (em alguns casos específicos e com menor frequência).

Apesar de utilizarmos exemplos onde consideramos as duas características isoladamente, no Brasil grande parte dos cultivares apresentam ambas. Dessa forma, encontramos no país cultivares que vão desde o grupo de maturação relativa 5 até 9.

Ainda, é essencial destacarmos a importância da descoberta do período juvenil longo para o cultivo de soja em regiões tropicais. O uso de tal característica no melhoramento genético de cultivares brasileiros permitiu a melhor adaptação da soja à regiões tropicais, onde antes se dependia exclusivamente de cultivares com fotoperíodos críticos extremamente baixos. Além disso, o período juvenil longo permitiu a ampliação de uso e estabilidade do mesmo cultivar em uma maior faixa latitudinal.

Portanto, a escolha de um cultivar para uma determinada região e época de semeadura buscando o melhor desenvolvimento da soja deve levar em consideração o seu grupo de maturação relativa, o qual será resultado do fotoperíodo crítico e da duração do período juvenil.

Criado por: Felipe Sartori em Jun-2017

Postado: Fernando Santos 04/08/19


Fernando Santos

Eng. AGRONÔMO / Consultor.

+59598414340

fgs.agronomo@gmail.com 






sexta-feira, 21 de junho de 2019

Entrevista Sobre a Importância da Calagem para as culturas agrícolas

O Portal Agronômico entrevistou o Engenheiro Agrônomo, Fernando Gustavo dos Santos sobre o tema da calagem.


 Com vasta experiencia na área solos e nutrição de plantas ele traz nesta breve entrevista alguns conceitos básicos da importância da calagem para solos agrícolas









  • Portal Agronômico.  

Calagem do solo, por que ela é importante ?

  • Fernando Gustavo dos Santos Engenheiro Agrônomo. 
 Bom vamos falar sobre a complexidade dos solos e como podemos deixá-lo pronto para receber as sementes e transformá-las em uma produção, que agrade tanto os produtores quanto seu consumidor final. Esta complexidade do solo envolve os conhecimentos químicos do produtor ou de seus técnicos.Cada região apresenta diversidade de solos e de tratamentos. Alguns tipos de solos, e também os métodos utilizados no campo, podem inviabilizar a atividade agrícola. Neste sentido é que verificamos a importância da calagem do solo. Com ela podemos modificar as propriedades do solo o deixando produtivo para receber os cultivos.


  • Portal Agronômico.

Como se realiza processo da calagem do solo?

  • Fernando Gustavo dos Santos Engenheiro Agrônomo. 
O processo de calagem do solo prevê a correção de sua acidez durante o seu preparo. Com a aplicação do calcário ou cal virgem é possível neutralizar essa acidez. Esta característica pode ser natural, conforme as regiões e seus climas característicos, ou ser causado por algum processo produtivo.
No Brasil, cerca de 20% dos solos apresentam naturalmente esta acidez. Mas a calagem do solo é realizada em todas as regiões do país, já que a falta de reposição de nutrientes e a utilização de fertilizantes com caráter ácido, principalmente os amoniacais e a ureia, fazem com que o solo fértil perca suas características naturais e se torne inviável para produção.
  • Portal Agronômico.

Existe diferenças nos procedimentos?

  • Fernando Gustavo dos Santos.

O calcário utilizado também tem características diferentes dependendo da correção que o produtor quer para seu solo. Ele pode conter mais ou menos magnésio.

No Brasil há três recomendações de calagem do solo. Elas serão utilizadas dependendo das deficiências do solo e das necessidades de produção. Podem ser feitas a Neutralização do alumínio, a Solução tampão ou a Saturação por bases.

Há ainda diferenças no período em que a calagem do solo é realizada. Ela deve ser realizada com um tempo mínimo anterior às plantações, já que há a necessidade deste tempo para o calcário reagir quimicamente no solo. O calcário necessita de umidade para reação. Este tempo varia de acordo com o cultivo a ser plantado.
  • Portal Agronômico
Quais os benefícios da correção do solo?
  • Fernando Gustavo dos Santos

São inúmeros os benefícios visualizados com a correção do solo. As reações químicas resultam na maximização dos efeitos dos fertilizantes, na aceleração da decomposição de resíduos, que faz aumentar a matéria orgânica encontrada, e o consequente aumento da produtividade. Dependendo da cultura, este aumento da produtividade pode variar de 15 a mais de 50%.
A redução dos componentes químicos prejudiciais às plantas, a melhora da aeração e da circulação da água, e um maior desenvolvimento das raízes das plantas são mais alguns dos benefícios da calagem do solo.
  • Portal Agronômico
Custo desta pratica para o produtor ?
  • Fernando Gustavo dos Santos

Comparado aos benefícios, os custos da calagem do solo no Brasil se apresentam baixos. Somando menos de 10% do custo da produção. Isto se deve ao calcário ser encontrado em abundância no Brasil.
Vimos com este post a importância de se realizar a calagem do solo. Mas devemos ressaltar que este procedimento requer estudos anteriores para ser realizado. Com amostragem do solo, é possível verificar suas deficiências e necessidades. Se bem aplicado ele pode trazer inúmeros benefícios.
Podemos citar algumas áreas do país, como o Cerrado brasileiro. Foi por meio da calagem do solo que se iniciou a atividade agrícola por lá.


Contato.
Fernando Gustavo dos Santos
Engenheiro Agrônomo, consultor e palestrante.
Formado em Bandeirantes
no Parana Brasil, atuando desde 2007 no Paraguay.
🚨🚨👉  fgs.agronomo@gmail.com
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San Alberto Paraguay.




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Eng. Agrônomo, dedicado a consultoria, focado em levar seus clientes a obter altas produtividades e o emprego racional e assertivo dos insumos, para atingir a maior lucratividade possível!

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